domingo, setembro 26

o sentimento

Quando sinto o calor da sua mão perto de mim, quando eu capto o seu calor, sou tomada pelo desejo de pegar na sua mão e de te abraçar. Bate um sentimento de solidão misturado com felicidade, e parece que tudo ira se resolver se eu ficar no calor do seus braços, mas infelizmente, isso não acontece. Não acontece porque simplesmente eu não tenho coragem de tomar essa atitude. Isso porque eu não sinto confiança, não sinto que você quer o que eu quero, o que eu sinto é que você me quer longe, bem longe e é isso que eu faço, ou pelo menos tento fazer.
Já faz algum tempo que eu tento ficar longe, esquecer de tudo, mas não é fácil. Por mais longe que eu fique, não é fácil esquecer seu cheiro, seu sorriso e eu volto para perto, e ai eu me sinto mal por te ver se sentindo pressionado.
Mas, o que eu mais quero é te ver feliz mesmo que não seja ao meu lado, e por isso eu vou ficar longe pra poder ficar feliz te vendo feliz.

sábado, setembro 18

você me faz.

Meu dia pode estar normal, monótono, mas tudo muda dentro de mim quando você diz meu nome, eu não sei explicar. As vezes a dor física e a dor sentimental me consome, lágrimas se formam e ficam nos meus olhos, mas quando você me pergunta se eu estou bem elas simplesmente somem, como se nunca tivessem existido levando toda a dor. Quando seu olhar cai sobre mim, me da um bem estar, e saber que você esta perto me anima. Por maior que seja a agonia ela passa quando eu te vejo, e um sorriso aparece no meu rosto porque de certo modo, mesmo a gente não trocando uma palavra, você sempre me lembra o que é felicidade.

sexta-feira, setembro 17

desejo

E eu te vi na rua, tão perto de mim, e naquele momento eu percebi que eu sinto falta de falar com você, que eu sinto a tua falta mesmo estando sempre tão perto. E o meu corpo foi consumido pelo desejo de largar tudo e ir falar com você, falar que eu sinto muito e pedi desculpas e implorar para que tudo volte a ser como era.
E quando eu estava a um passo de falar tudo o que eu sentia, eu recuei. Me veio na cabeça a lembrança de tudo e eu vi que o erro de tudo ter acabado não foi meu. Eu fiz tudo certo, fui honesta até o ultimo segundo, não enganei, apenas fui enganada, e acreditei nas suas mentiras.
Eu realmente queria que tudo voltasse a ser como era, era tudo tão mais fácil, a vida era mais simples, mas se há algum culpado de tudo ter acabado esse alguém não sou eu, eu não deixei lacunas, preenchi tudo, e por esse motivo não vou pedir desculpas por seus erros, por mais que eu queira tudo de novo.

domingo, setembro 12

Is too late,

Agora é tarde de mais para pedir desculpas,
é tarde de mais para ter arrependimentos,
é tarde de mais para pensar de novo,
é tarde de mais para segundas chances,
é tarde de mais para querer a atenção,
é tarde de mais para tentar fazer tudo certo,
é tarde de mais para arrumar as coisas,
é tarde de mais para amar você,
agora é a hora de te esquecer, seguir em frente, achar que sou,
é a hora de parar de gastar lágrimas, e ser feliz, sem pensar de novo.

sábado, setembro 4

João e Maria III

Quando Maria saiu de casa ela foi para o rio. Sua mãe sempre dizia que quando você estava mal, com raiva, o rio levava todo esse sentimento, então ela sempre ia lá, isso a fazia se sentir melhor.
Ela sentou na frente do rio, tirou uma carteira de Carlton da bolsa, pegou um cigarro e ia colocar na boca quando ouviu alguém chamar o seu nome. Ela olhou para atrás e viu o Caio a alguns metros de distância, então jogou a sua carteira e o cigarro no rio, e foi em direção ao Caio.
Enquanto Maria ficava sentada na frente do rio conversando com o Caio, João estava recebendo uma ameaça. Ele recebeu uma caixa com uma garrafinha cheia de sangue e um bilhete: abandone o teu posto, você não é a melhor pessoa desse morro pra manter a paz nele. Vá embora ou não é só um cachorro que vai morrer. Depois que João terminou de ler esse bilhete Luciano Martiniano da Silva, o Pezão, entrou na sua sala:
_ João, mataram o Santa Claus.
Ao saber disso João quase teve um ataque. Esse cachorro cuidava do deposito que ele tinha e ele o adorava. João olhou para o vidro vermelho e sabia exatamente quem tinha matado o Santa Claus, e ele não ia deixar barato.
_ Tem um novato aqui que não sabe com quem está mexendo. Temos que dar um jeito nisso. Eu vou ver a Nayci, depois a gente combina o que vamos fazer.
João saiu da sala deixando o Pezão com o resto dos traficantes que o "seguiam" e foi se encontrar com a sua namorada Nayciane. Ela estava vendendo drogas para um moleque. Tinha bastante usuários na favela, e foi vendendo drogas que ela conheceu João, se apaixonou, e estão juntos.
João contou para Nayciane o que tinha acontecido. Ela conhecia o Santa Claus, sabia que ele era um bom cachorro, e achou muito maldoso o que fizeram. E ela ficou com medo, porque podiam tentar machuca-la também. João também pensava nesse possibilidade, mas ele não queria se separar da Nayciane, mesmo que esse fosse o certo a fazer.
Quando Maria chegou em casa encontrou com João sentado na mesa bebendo cerveja de um jeito diferente. De um jeito que Maria nunca tinha visto o irmão.
_ O que houve João? _ Maria disse sentando ao lado do irmão.
_ Mataram o Santa Claus.
_ Como? O que aconteceu? O que está acontecendo? Você esta em perigo? Esta ameaçado? _ Maria tinha se preocupado. E com razão, todos sabiam que Maria era a coisa mais importante que João tinha, e para machuca-lo, era só machucar ela.
_ Eu não sei Maria. _ foi a resposta de João. Ele não contou suas suspeitas a Maria, não queria a preocupar. Maria também não contou nada sobre sua tarde maravilhosa com o Caio. Foi a primeira vez desde que seus pais morreram que João e Maria guardavam segredos um do outro, eles geralmente contavam tudo, tudo mesmo. Era uma coisa nova pra eles, e que os deixavam mal.